segunda-feira, janeiro 13

Maratona Literária - Dia #1


      O primeiro dia da maratona literária já começou agitado: muita correria, muitas metas sendo cumpridas, muitas outras sendo modificadas, concordamos que hoje foi um dia especial dedicado a leitura! Pra mim não foi diferente, tanto que terminei um livro. O escolhido foi "O Sonho de Eva", livro nacional escrito por Chico Anes.
      Antes de falar um pouco sobre ele - e vai ser bem pouco mesmo, já que vai ter resenha aqui no blog - quero finalmente expor minhas metas. Devo dizer que me contradisse quando falei "não quero me desafiar". Hum, tudo o que não fiz foi não me desafiar...


Meta Nº1: Livros Queridos (900)*
 - O Sonho de Eva, de Chico Anes (304 páginas);
 - Levada ao Entardecer, de C. C. Hunter (384 páginas);
 - 23 Histórias de um Viajante (224 páginas);
*A ideia era somar 900 páginas, o que totalizaria 150 páginas por dia (meta alcançável em 6 dias). Com esse adendo, minhas duas metas, 1- Ler pelo menos três livros, e 2- Ler pelo menos 150 páginas por dia, seriam mais que suficientemente cumpridas.

Meta Nº2: Livros Indesejados*
 - Lua Azul, de Alyson Noël (256 páginas);
 - Terra das Sombras, de Alyson Noël (269 páginas);
 - Chama Negra, de Alyson Noël (239 páginas);
*Nessa categoria, que só é obrigatória caso eu passe a primeira meta, abrange os livros que quero logo me desfazer. São livros que já tenho há muito tempo e que enrolava para ler. Essa semana, talvez, eu não tenha escapatória.

Meta Nº3: Livros Negligenciados*
 - O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway (126 páginas);
 *Essa meta é a mais livre de todas. Caso eu chegue até ela, o único livro "obrigatório" é o listado acima. Depois, caso ainda sobre tempo, quaisquer outros livros finos terão prioridade.


      PROGRESSO DO DIA: O livro de hoje foi O Sonho de Eva, como dito no início desse post. Possui 304 páginas, 21 capítulos. Comecei a ler às 10h da manhã (horário de Brasília -1 hora, já que aqui não tem horário de verão) e terminei às 18h30 da noite, o que resulta oito horas e meia para a leitura, incluindo pausas periódicas de alguns minutos para fazer outras atividades. Com esse desconto, posso estimar que terminei de ler o livro em 8 horas. Ainda hoje pretendo começar o segundo livro da lista, Levada ao Entardecer.
      E vocês, como estão levando suas metas? Estão indo bem? Espero que sim! Lembrem-se, diversão acima da pressão! Até a próxima, pessoal!

segunda-feira, janeiro 6

Maratona Literária 2.0 - Vou participar, e você?

Maratona 2.0
(Imagem retirada do blog Café com Blá Blá Blá)

      Primeiramente espero que vocês tenham tido um ótimo final de ano e ótimos feriados! Cheguei para começar os trabalhos em 2014 aqui no blog! Depois de uma longa viagem tudo o que eu quero é ler bons livros e compartilhar minha opinião com vocês. Qual seria o melhor jeito de me motivar a ler mais e escrever mais do que a segunda Maratona Literária? Queria muito ter participado da primeira, mas só descobri que ela existia perto do seu término... Mas vamos ao que interessa: o projeto mais recente que resolvi abraçar!

      BREVE EXPLICAÇÃO: Maratona Literária 2.0 é uma iniciativa de vários blogs associados para que os participantes estipulem metas e diminua um pouco a pilha de livros não lidos. Se quiser participar, clique aqui para ir ao Café com Blá Blá Blá e saber mais sobre o evento literário.

      Como o desafio consiste em estipular metas e segui-las no período do dia 13/01 (00h00) ao dia 19/01 (23h59), resolvi estipular também uns adendos sobre essa tarefa:

1. Se for para mudar alguma meta, que seja para aumentá-la, não o contrário;
2. Uma vez esquematizado o método de leitura, somente modificá-lo em caso de força maior (sem piadas, por favor);
3. Se perder o ritmo, dilua as páginas restante no tempo determinado do desafio;
4. Aceite os desafios diários, e divirta-se!

Ok, o último adendo teve duas exigências, mas tudo bem... Agora que já estou quase assinando esse contrato, vamos para minhas verdadeiras metas:

1. Ler - pelo menos - 3 livros;
2. Ler - pelo menos - 150 páginas por dia;
3. Se a meta número um for alcançada, o último dia (ou qualquer outro dia dentro da semana do desafio) será dedicado para livros menores que não necessitam de tanto tempo;

Para um primeiro desafio a lista de exigências está até pequena, mas não quero me arriscar muito. Isso não quer dizer que não vou me divertir! Parecido com o NaNoWriMo, mas sobre leitura. Participem também! Acessem o FAQ Maratona Literária caso tenham alguma dúvida.
Até a próxima, pessoal!

terça-feira, dezembro 31

Melhores Leituras de 2013

O ano acabou e aqui estou com a lista de melhores leituras... Li pouco, vinte livros no total. Foi um período de leituras medianas, com algumas surpresas e algumas desgraças... Não, brincadeira. Nada é tão ruim que não possa ser superado, e isso inclui as leituras que se faz. 
Assim como as leituras que fiz, esse ano não foi muito bom para mim... É a vida, há tempos que são nossos e outros que não. Chega de enrolação e vamos para a lista!

Feita de Fumaça e Osso, Laini Taylor
Nossa, que livro sensacional! Existe algo de chama a minha atenção nessa história, não consigo determinar exatamente o que é... Talvez o clima misterioso e a junção dos personagens certos tenha contribuído para eu ter gostado tanto desse mundo. A escrita da autora foi envolvente a ponto de me fazer suspirar! Talvez eu faça uma resenha sobre esse livro, mas preciso rele-lo...






Perdida, Carina Rissi
Outro livro que me fez suspirar constantemente... Essa história é simples, muito bem executada e que te prende bastante. Além da protagonista hilária, a autora flui pelas páginas de maneira impressionante. Para um primeiro livro a qualidade está muito boa! E o melhor de tudo é que é um livro nacional!







Anjo Mecânico, Cassandra Clare
Essa foi uma leitura que não fluiu de imediato, fato que às vezes faz com que eu tema continuar com a história. Cassandra conseguiu uma reação melhor do que a que conseguiu com a série Os Instrumentos Mortais: eu li as 392 páginas em um dia e meio. As primeiras setenta páginas eram maçantes, mas ao passar disso tudo ficou muito interessante! A era vitoriana é simplesmente intrigante...







Razão e Sensibilidade, Jane Austen
A experiência que tive com esse livro foi singular. Não foi a história mais instigante de todas as que li esse ano, mas isso não quer dizer que a leitura foi chata. Uma coisa que descobri foi o talento que Jane Austen tinha para te fazer amar ou odiar personagens. Alguns conquistam à primeira vista, outros te fazem ter sentimentos diversos, e outros ainda confundem e só descobrimos a sua verdadeira essência no final. É um clássico do período regencial imperdível!





O Oceano no Fim do Caminho, Neil Gaiman
Além de ter descoberto um autor muito bom, refresquei minha mente com uma história diferente. Não me identifiquei com ela, muito menos a entendi completamente. Esse deve ser um livro que terei que reler daqui a algum tempo... Existe algo ali que faz eu gostar, mas ainda não descobri ao certo o que é. Deve ser algum encantamento das Hemstock...


Obrigada por acompanhar e me digam quais foram as melhores leituras do ano de vocês! Vamos trocar algumas ideias. E desejo um feliz natal - atrasado - e um feliz ano novo! Estamos quase em 2014, yey! Até a próxima, pessoal!

Metas Literárias de 2014

Antes que alguém pergunte eu preciso dizer que não, não estou me referindo a lista dos livros não lidos. As metas que aqui reuno dizem respeito aos meus hábitos de leitura, que estão meio defasados, e eu preciso organizar melhor meu tempo e meu dinheiro. Inspirada por vários vídeos e posts sobre a virada do ano, resolvi que preciso de planos para conseguir trabalhar bem. Aqui vão alguns itens que pretendo seguir:

1. Ler ao menos 30 livros
Tenho percebido que existem - tanto - muitos livros não lidos na minha estante - quanto - muito tempo, mas também muita dispersão. Parece que quanto mais opções possuo menos produtividade eu consigo. Devo estar embriagada com tantos livros na minha frente... Preciso queimar esse débito o quanto antes!

2. Comprar até 12 livros
Um defeito grande que tenho é a incapacidade de entrar em uma livraria sem comprar. Devem por alguma coisa no ar das lojas, pois toda vez que saio tenho alguma sacola pendurada. Chega! Não serei mais escrava dos maravilhosos títulos das livrarias... Se é para ser escrava que seja dos meus próprios títulos.

3. Escrever 3 vezes na semana para o blog
Esse item eu nem preciso comentar, não é?

4. Escrever nos finais de semana ou quando tiver tempo disponível
A falta de produtividade também afeta as minhas próprias histórias, e não posso deixar isso evoluir muito mais. Faz muito tempo que não consigo terminar uma história, e isso precisar acabar!

5. Anotar todos os livros que ler
Preciso realmente de um balanço do que leio até para organizar melhor o blog. Ninguém gosta de bagunça, não é?

Esses são os meus cinco itens básicos para 2014. Realmente espero poder cumpri-los, já que estou bastante determinada a fazê-lo. Cada vez mais espero ter mais planos! Quais são as metas de vocês para esse fim de ano?
Até a próxima, pessoal!


sexta-feira, dezembro 6

Resenha #5 - Os Imortais 01: Para Sempre, Alyson Noël

Os Imortais 01 - Para Sempre, Alyson Noël

      Por cima de alguns clichês manjados, Alyson Noël incrementa aspectos espiritualistas e aspectos completamente fictícios em sua obra divertida, porém mantém a previsibilidade.
      O livro é narrado em primeira pessoa pela Ever, uma adolescente que já teve uma vida socialmente saudável e sem preocupações, mas que perde a família e parte da autoestima num acidente de carro. Seu antigo jeito de ver a vida muda drasticamente após ficar órfã e ter que morar com sua tia sem o menor jeito com jovens ou relacionamentos. Como se já não bastasse tantos problemas, como mudar de escola, cidade e amigos, Ever adquire o dom de ver as auras das pessoas, e com isso saber quais são suas reais intensões e pensamentos.
      A história é interessante por isso; o dom de Ever é algo que não havia visto ainda em um livro para adolescentes. Os panoramas paranormal e contemporâneo se mesclam em algo um tanto diferente do que se vê em livros para essa faixa etária, já que puxa para o lado espiritual - pouco explorado até então. Alyson Noël teve uma boa ideia, mas ao inserir um clichê personificado - um garoto misterioso que deixa Ever de pernas bambas - em sua história faz com que as expectativas que se constrói ao começar a ler desmoronem em parte.
      Como já dito, o garoto misterioso provoca as famosas sensações desagradáveis que a adolescência proporciona. E juntamente com isso, desenvolve um relacionamento um tanto improvável com Ever - algo tipo Edward Cullen, já que ambos têm a tendência de sumir por períodos indeterminados -. Além do fator clichê, o romance não se sustenta porque a garota não conhece quase nada do garoto! Sério, Ever?
      O mistério ao redor de Damen é simples, e por simples eu quero dizer que solucionável com relativa facilidade. Se ao ler o leitor tiver atenção, verá bem o porquê de "os imortais" na capa. Eu, completamente desatenta, acreditei se tratar de vampiros... Já houve dias em que minha cabeça trabalhava melhor, confesso.
      A relação de Ever com os amigos parece ser bem próxima, mas não dá para sentir o quão próxima ela é. Já na relação de Ever com Sabine de cara se identifica o quão são distantes uma da outra, mesmo que merecesse um desenvolvimento melhor. O relacionamento mais aprofundado é o de Ever e Damen, o que tira muitos pontos positivos do livro, já que também é uma relação um pouco insustentável.
      Para Sempre tem alguns momentos engraçados, mas o ponto não é esse. Como um primeiro livro de uma série, é até razoável em questão de solução de problemas. Tão razoável que possivelmente o leitor ficará satisfeito com apenas esse livro, se realmente quiser passar para algo mais complexo. Como divertimento, Para Sempre é bastante válido. Quem sabe nos próximos volumes o andamento da história seja melhor....

sexta-feira, novembro 29

Resenha #4 - O Oceano no Fim do Caminho, Neil Gaiman


O Oceano no Fim do Caminho, Neil Gaiman

       Autor de best-sellers com mitologias diferenciadas da maioria das obras de hoje, carregadas de clichês, Neil Gaiman causa impacto numa obra bonita que injeta adrenalina e reflexões no corpo e na mente do leitor. 
      A história permeia nas lembranças do protagonista, que não possui nome, a respeito de sua infância, suas experiências e visões sobre situações que talvez sejam reais ou não. Em alguns momentos as opiniões do adulto interferem na visão que temos dos acontecimentos, e às vezes a criança nos pega pelo pé e faz com que sintamos junto com ela toda a carga emocional do livro.
      Neil Gaiman consegue fazer com que sintamos algo pelo que ele escreve - raiva, tristeza, encantamento, revolta, felicidade, qualquer um desses e mais alguns -, e somente por isso esse livro já pode ser considerado bom. Neil é bom, e não é pouco. O problema quanto a este livro - que não acho bem um problema - é o aspecto curioso de que não são todas as pessoas que vão se identificar, mas isso não desmerece nem um pouco sua qualidade.
      O sentimento que experienciei em quase toda a leitura - que foi muito rápida, inclusive - foi o de incredulidade. Talvez tenha sido o momento errado, mas minha experiência não foi extraordinária. Ah, como eu queria que tivesse sido! E mesmo com esse gosto de 'está faltando algo aqui', não consegui achar um fator que desmerecesse a obra. É fantástica, sim! A escrita do Neil Gaiman é fácil, e esse livro é o que é e não precisa de firulas para fazer você sentir.
      Ritmo que Gaiman se vale é marcado no tempo certo, com passagens rápidas e lentas nas horas mais convenientes. Os personagens não têm uma descrição muito profunda, mas ainda assim você consegue saber o que está lá no fundo! Aliás, somente com a visão do garoto já se percebe na hora o que está acontecendo... E esse livro possui uma das antagonistas mais fantasticamente diabólicas da literatura dessa década, pelo menos, na minha humilde opinião.
      A edição brasileira está muito boa, com a capa em forma de brochura, textura gostosa, papel amarelado, capa m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a e as orelhas que muita gente gosta. O último adendo para os que pretendem ler Neil Gaiman: como iniciante no mundo desse escritor, aconselho a não começar sua jornada com este livro. Já vi comentários de que ler suas obras na ordem de publicação ajuda a compreender o pensamento do escritor. Em minhas próximas leituras do autor prestarei atenção a essa questão... E sim, vá ler Neil Gaiman!

domingo, novembro 24

Meta Para O Fim do Ano - 2013

Baseando-se no vídeo da Tatiana Feltrin a respeito dos livros em andamento - linkado abaixo do post - e pelo fato de que quando focada, leio um livro por semana, às vezes até mais que isso, resolvi listar alguns livros que queria terminar ainda esse ano. Quem sabe acabar de ler algumas sagas, já que estou um pouco cansada delas... Por isso não vou fazer mais o Prólogo que sempre posto, e sim esse post único. No ano que vem conto para vocês se deu certo ou não...

SAGAS AINDA NÃO TERMINADAS
 A Saga do Tigre, Colleen Houck
 - A Maldição do Tigre, (VOL. 1);
 - O Resgate do Tigre, (VOL. 2); << Em andamento.
 - A Viagem do Tigre, (VOL. 3);
 - O Destino do Tigre, (VOL.4); << Ainda não adquirido.

 Saga Acampamento Shadow Falls, C.C. Hunter
 - Nascida à Meia-Noite, (VOL. 1);
 - Desperta ao Amanhecer, (VOL. 2);
 - Levada ao Entardecer (VOL. 3);
 - Sussurros ao Luar (VOl. 4); << Ainda não adquirido.
 - Escolhida ao Anoitecer (VOL. 5); << Ainda não adquirido.

 Saga Os Imortais, Alyson Noël
 - Para Sempre (VOL. 1); << Em andamento.
 - Lua Azul (VOL. 2);
 - Terra das Sombras (VOL. 3);
 - Chama Negra (VOL. 4);
 - Estrela da Noite (VOL. 5); << Ainda não adquirido.
 - Infinito (VOL. 6); << Ainda não adquirido.

LIVROS ÚNICOS AINDA NÃO TERMINADOS
 - Morte Súbita, J. K. Rowling;
 - O Chamado do Cuco, J. K. Rowling;
 - O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder;
 - A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak;
 - 23 Histórias de um Viajante, Marina Colasanti;
 - Contos de Vampiros, Org. por Flávio Moreira da Costa.

Sei que é uma meta grande, mas quem sabe eu consiga, não é? Até a próxima, pessoal!
Vídeo sobre os livros em andamento da Tatiana Feltrin, do canal tatianagfeltrin:







NaNoWriMo e Procrastinação

NaNoWriMo
National Novel Writing Month

       Assim como muitas pessoas no mundo, eu fui mais uma que se inscreveu para o NaNoWriMo. Não tinha a menor noção da dificuldade que é cumprir o número de palavras por dia. Não tinha a menor noção da dificuldade que é escrever todos os dias. Continuo não tendo noção, pois me inscrevi com dez dias de atraso, o que é muito tempo para um projeto tão complexo como esse.
      Como assim, você não sabe o que é NaNoWriMo? Deixe que eu explico. NaNoWriMo é a abreviação de National Novel Writing Month, o que significa que a meta seguida nesse projeto é escrever um livro durante o mês de novembro. O site permanece aberto para novas inscrições o ano todo, e a regra máxima são 50 mil palavras durante o mês.
      Descobri esse projeto por uma matéria escrita num blog que não me recordo o nome. Interessante, é. Trabalhoso, com certeza. Não preciso dizer que não bati a meta, não é? Amanhã começarão a aparecer os ganhadores, e eu terei que esperar pelo ano que vem. Procrastinação reina nessas horas...
      Outro projeto parecido é o CampNaNoWriMo, dos mesmos criadores do NaNoWriMo. A diferença é o perído de atividade, que acontece nos meses de abril e julho. Apesar do nome, as histórias não precisam se tratar de acampamentos. O melhor de tudo é que não precisa escrever em inglês, pois o site não hospeda sua história, ele apenas conta o número de palavras que você escreve ao dia.
      E aí, vocês estão inscritos? Vão ganhar? Esperar pelo ano que vem? Até a próxima, pessoal!

domingo, novembro 10

Resenha #3 - Cidades de Papel, John Green

ESTA RESENHA PODE CONTER SPOILERS, DETALHES IMPORTANTES OU FATOS CRUCIAIS PARA A COMPREENSÃO DA HISTÓRIA. SE VOCÊ SE INCOMODA COM ESTE TIPO DE ABORDAGEM, POR FAVOR NÃO LEIA!


Cidades de Papel, John Green

      John Green, escritor de best-sellers para jovem adultos, chama a atenção para si numa narrativa gostosa de acompanhar, mas peca ao construir os personagens desse livro até certo ponto decepcionante.
      O livro conta a história de Quentin Jacobsen, um adolescente com poucos amigos que possui uma paixão platônica por sua vizinha há muitos anos, Margo Roth Spiegelman. Num dia cinco de maio que poderia ter passado como qualquer outro, a garota procura por ele para uma aventura, e aceitando os termos propostos por Mago, Quentin a ajuda. Alguns dias após o passeio de carro a altas horas da madrugada, Margo Roth Spiegelman desaparece, o que aviva a curiosidade de Q e faz com que ele encontre pistas que podem levá-lo até ela.
      Embora a primeira frase dessa resenha tenha mencionado má construção de personagens, alguns deles são bem consolidados, principalmente Quentin. Q, para os íntimos, tem uma sede por saber bastante interessante, e ela é bem explorada na história. Em contra partida, um lado da sua personalidade não tão atraente é o fato de ele ser submisso ao ponto de exautar Margo Roth Spiegelman - e ele repete esse nome por completo a história inteira -. Esse endeusar que é característico dele irrita muito, sem falar que ele é o típico "nerd loser".
      Os amigos de Quentin são até bem apresentados, mas não conseguimos identificar muito bem o posicionamento deles em algumas partes da história. Radar é o personagem sensato de todo o livro, com uma maturidade que os outros não compartilham que me fez gostar dele em poucas páginas. Já o Ben é um tanto chato por querer sempre ser o mais popular da escola. Tanto que numa cena ele tem uma briga com Quentin, e aí o leitor pode perceber melhor quem é Ben de verdade. Particularmente não seria um bom amigo na vida real, pois pessoas assim não conseguem se contentar com os amigos que tem, sempre estão em busca de mais.
      A personagem da Margo foi a que simplesmente não consegui me ater. Ela molda a história de um jeito desagradável, pois ela permeia todas as ações tomadas pelo principal e consequentemente pelos  personagens secundários. Essa pode ter sido a única vez em que concordei com Ben, que apesar de chato sabe que o amigo está sempre lá por Margo, e a mesma não liga para isso. Com personalidade inconstante e visivelmente problemática, Margo é afetada pela criação desleixada que teve. Os pais têm uma parte fundamental nessa personalidade controversa dela, mas não são totalmente culpados. A impressão que tive foi que Margo adorava jogos de sedução, e consequentemente chamar a atenção de todos para si.
      Cidades de Papel possui um panorama agradável, que instiga o leitor a continuar. Li esse livro em um dia, e marquei com alguns post-its passagens que para mim descreviam bastante da cena em questão ou que descreviam personagens. A escrita de John Green é fluida, até bem humorada, mas o desenrolar da história - principalmente o final - não contribuiu para o leitor ser tocado, ou mesmo a se identificar com os personagens e seus dramas. Foi a primeira obra que li desse autor, e digo que não recomendo começar a ler John Green por esse livro se você não gosta de personagens irritantes.
      Apesar de tudo, John Green sabe entreter. Algumas das mensagens passadas nesse livro são de que não conhecemos uma pessoa em sua totalidade, que julgamos pelas aparências e até que projetamos essas aparências e julgamos por um conceito inexistente. A leitura te faz refletir em algumas passagens, e alguns quotes são bastante interessantes. Pode ser um livro interessante se ver o lado humano que é tratado na obra, mas também pode ser um livro chato por causa da personagem "musa" que permeia toda a narrativa.
      

quarta-feira, outubro 16

Resenha #2 - Perdida, Carina Rissi

Perdida, Carina Rissi

      Escritora brasileira que já se aventurou no mercado literário alemão, Carina Rissi consegue encantar e aprisionar o leitor em seu livro de estreia, tanto pela boa construção de personagens e conflitos quanto pela simplicidade e despretenção da história.
      Tudo começa em uma metrópole brasileira não especificada, onde vive Sofia Alonso, uma viciada em tecnologia e em trabalho que passa por uma situação um tanto quanto inusitada. Após comprar um novo celular, algo misterioso envolvendo o aparelho faz com que Sofia descubra que não está mais em seu próprio século, e que a visão de carruagens e homens andando à cavalo não é pura imaginação. Depois do choque inicial, ela tenta a todo custo descobrir um meio de voltar para casa, e conta com a ajuda da família Clarke, que a recebe como uma agregada da família. Com o passar do tempo ela percebe que o que se quer às vezes não é a mesma coisa que o que precisamos, e que talvez a vida que levamos não é exatamente o que deveríamos estar vivendo.
      De boa construção de personagens se baseia Perdida. A personagem principal é a mais chamativa por um motivo simples e que percebemos logo no início da narrativa: Sofia Alonso é hilária. Tanto seu linguajar contemporâneo quanto as percepções que ela tem do que acontece ao seu redor arrancam algumas risadas. Os diálogos que ela trava com Ian Clarke, o chefe da casa em que ela se hospeda, são muito engraçados. Sua construção como ser humano deu-se de fora para dentro, pois como uma mulher da metrópole no século XXI, tem conceitos muito cristalizados sobre independência feminina, casamento e relação entre homens e mulheres, e somente a troca de ambiente possibilitou seu crescimento.
      A narração flui a ponto de você só largar o livro ao terminá-lo, embora a história tenha sua porcentagem de previsibilidade. Perdida é aquele tipo de livro que deve ser lido como passatempo, despretensiosamente. Não existem valores humanos abordados com profundidade, apesar de ter um leve questionamento interior sobre nossas decisões e como elas podem fechar caminhos que nem sabíamos da existência.
      Um aspecto solto e que o leitor perceberá facilmente é o fato de Sofia ser descrita na sinopse como viciada em tecnologia e essa descrição não ser seguida a risca durante a história. Por viciada em tecnologia, dá-se a ideia de que a pessoa não conseguiria viver sem ela, e ter verdadeiras "crises de abstinência" seria o mínimo a acontecer, e nada disso passa pela Sofia. Deu a entender que ela apenas gostava de tecnologia, e não que era viciada, pois ao passar muito tempo no século XIX ela só quer voltar para casa, e nem uma vez  - ou poucas vezes - reclama da falta de modernidades da época.
      No geral, Perdida é um bom livro de estreia, sem muitas falhas e que possui uma história água com açúcar. Algumas pessoas mais sensíveis podem ter crises de choro, mas nada tão depressivo. Os personagens secundários são bem construídos, mas não ganham mais importância que a principal, e isso é o que deveria acontecer com todos os livros. Recomendável para quem quer uma leitura leve para passar o tempo, para quem gosta de romance e para quem gosta de histórias simples e bem executadas.
      Uma coisa curiosa é que ao término da leitura, a capa te causa mais simpatia que ao início. Antes de ler eu não gostava da capa, mas ao terminar o livro não pude continuar com a mesma opinião.